quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

1ª ATIVIDADE
1. Pesquise sobre cada um dos teóricos dos Estudos Culturais abaixo, e dê suas  respectivas contribuições para esta disciplina.
a. Raymond Williams
_ Em seu livro Culture and Society  publicado em 1958 Williams explora a noção de cultura desenvolvida no Ocidente do século XVIII ao século XX especialmente na Grã-Bretanha. Williams mostra como  a cultura se estruturou como uma reação  às transformações  do estilo de vida decorrente da revolução industrial. A cultura seria uma contraposição à sociedade, o lugar do espiritual em oposição a materialidade da vida, o da criatividade em oposição ao mecanicismo da sociedade industrial, da grande arte em oposição a percepção da vida cotidiana, o de uma minoria iluminada em oposição às pessoas comuns. Para Williams, é necessário restaurar a cultura como produto social, como a produção material de um sistema de significação através dos quais uma ordem social se comunica, se reproduz, é vivida como experiência, e explorada como possibilidades e limites. A criatividade não está restrita à grande arte e se manifesta em várias áreas. A cultura não é apenas a realização de uma minoria, mas pertence a todos.

b. Edward P. Thompson
_ Edward P. Thompson (1924-1993), Historiador e  instrutor da Workers’ Educational Association –WEA. A publicação de The Making of the English Working Class (1963), um livro que mostra a formação da consciência da classe trabalhadora e traça um perfil dos movimentos sociais que delineiam a história social da luta de classes na Inglaterra, voltados para os derrotados e marginalizados. Essa conduta mostra um alinhamento político com as minorias, com os menos favorecidos.
                       
c. Richard Hoggart
_ Richard Hoggart  com sua obra The Uses of Literacy (1957)  amplia o conceito de cultura de Leavis. Ele defende a ideia de que a cultura supera os grandes eventos e realizações da arte e da literatura, estruturando-se num modo de vida, numa visão completa do que é cultura. Hoggart foca nas tradições culturais associadas à classe trabalhadora urbana do norte da Inglaterra, e relata os fatores que caracterizam uma cultura de massas cujo impacto recai sobre a teia de relações desses estratos culturais. Esse autor foi o fundador do Center for Contemporary Cultural Studies e direcionou seu estudo “na imprensa popular, no cinema e na vida cotidiana,” criando uma relação onde a inclusão de diversos assuntos centrados na crítica sobre cultura, valores da classe operária em contraposição a veículos de comunicação de massa.
d. Stuart Hall
_Stuart Hall foi um teórico cultural jamaicano que atuou no Reino Unido. Ele contribuiu com obras chave para os estudos da cultura e dos meios de comunicação, assim como para o debate político. Na perspectiva dos Estudos Culturais, Hall afirma que as sociedades capitalistas são lugares da desigualdade no que se  refere a etnia, sexo,  gerações e classes, sendo a cultura o locus central em que são estabelecidas e contestadas tais distinções, e é na esfera cultural que se dá a luta pela significação, onde grupos subordinados procuram fazer frente à imposição de significados que sustentam os interesses dos grupos mais poderosos.           .
 _Uma de suas obras mais importantes, A identidade cultural na Pós-modernidade, Hall apresenta o panorama das velhas identidades, estratificadas, estabilizadas que entram em declínio e mostra que novas  identidades surgem, deixando o individuo moderno fragmentado. Este livro explora questões sobre a identidade cultural na modernidade tardia e e faz uma avaliação sobre a possível crise de identidade, em que esta identidade consiste e para onde caminha.

e. Frank Raymond Leavis
_ Frank Raymond Leavis (1895-1978). Segundo este crítico britânico, “o conjunto das obras que formam a grande tradição da literatura de um país é o acervo que preserva os grandes valores da humanidade.” Mas não apenas isso, no contexto do aprendizado do que é literatura e do que isso representa numa esfera universal se traduz na transmissão de valores tradicionais e culturais de um povo, de uma nação. Em sua obra, Leavis fala das transformações políticas e sociais, da relação de oposição entre classes sociais, da inclusão de estratos sociais marginalizados no processo da educação restrito a poucos e na luta pela expansão e proliferação dos meios de comunicação de massa associados à literatura.  Sua maior contribuição foi mudar a visão de uma literatura presa à crítica de “senso e sensibilidade” de alguns críticos refratários à ideia de olhar a literatura de forma internalizada. É exatamente essa forma intimista de ler literatura, denominada de “Close Reading” que Leavis definiu como um modo de “ler as obras do ponto de vista interno, com toda a atenção voltada para as palavras na página.”

2. Quais os livros fundadores dos Estudos Culturais? Explique a importância de cada um deles para a criação dessa nova disciplina.
_ The Uses of Literacy (1957); The Making of English Working Class (1963) Culture and Society (1958).  Richard Hoggart  com sua obra The Uses of Literacy (1957)  amplia o conceito de cultura de Leavis. Ele defende a ideia de que a cultura supera os grandes eventos e realizações da arte e da literatura, estruturando-se num modo de vida, numa visão completa do que é cultura. Já Edward P. Thompson em seu livro The Making of the English  narra a formação da consciência da classe trabalhadora através de inúmeros movimentos sociais que dão o contorno da história social inglesa do ponto de vista sistematicamente negligenciado pela história oficial: o dos derrotados, os que são sempre deixados de lado.

Em seu livro Culture and Society  publicado em 1958  Raymond Williams explora a noção de cultura desenvolvida no Ocidente do século XVIII ao século XX especialmente na Grã-Bretanha. Ele mostra como os discursos sobre a cultura foram se constituindo como forma de reação  às mudanças do modo de vida determinadas pela revolução industrial. A cultura seria o polo oposto da sociedade, o lugar do espiritual em oposição a materialidade da vida, o da criatividade em oposição ao mecanicismo da sociedade industrial, da grande arte em oposição a percepção da vida cotidiana, o de uma minoria iluminada em oposição às pessoas comuns. 
A ANÁLISE DE ERROS: TEORIA E PRÁTICA.
By Eldam de Sousa Barros.
       Tipificar os erros dos aprendizes na aquisição de uma segunda língua é fundamental para que se possa avaliar o nível de aprendizagem e a forma como o processo de ensino está se dando no universo da sala de aula. Para o professor, analisar de forma crítica e reflexiva a natureza destes erros é essencial para melhorar o desenvolvimento do aluno e refletir de forma positiva no seu desempenho. Vale ressaltar, que as teorias relacionadas ao processo de aquisição de uma segunda língua são capazes de classificar as “falhas” apresentadas pelos aprendizes, mas cabe ao professor encontrar formas de corrigir estas “falhas”. Mas uma pergunta está implícita no âmago da questão: Por que a opção pelo termo “falhas” ao invés de erros?
      Embora ambas sejam sinônimas, ninguém comete erros de forma deliberada, pois os mesmos decorrem da tentativa que os aprendizes empreendem na tentativa de acertar. Por isso, o sentido das falhas seja mais adequado à questão. No entanto, as teorias que preconizam este estudo, batem na tecla dos erros e na tentativa de traçar um raio X e sistematizar o processo de aquisição de uma língua estrangeira.
No escopo da teoria behaviorista a análise de erros na aprendizagem de uma segunda língua L2, consiste na tentativa de superar as diferenças entre os sistemas linguísticos de L1 e L2, comparando-se, a priori, estes dois sistemas, através de uma atividade, que é Análise Contrastiva, onde é possível fazer uma previsão dos itens linguísticos que representam maior dificuldade e os erros que os indivíduos cometem no processo de aprendizagem. Sob esta ótica, se os hábitos de L1 são favoráveis à aquisição da L2, há uma “transferência positiva”. Mas quando isto não ocorre, temos um exemplo de “transferência negativa” ou “interferência”.
     Já a teoria da interlíngua, se estrutura dentro de um sistema linguístico em separado, onde o aprendiz se apoia em cinco processos cognitivos: transferência da língua materna, erro induzido, estratégias de aprendizagem de L2, estratégias comunicativas de L2 e generalização das regras da língua-alvo. Através da análise de erros na produção oral e escrita dos aprendizes, conclui-se, que a interlíngua reflete padrões sistemáticos de erros e de estratégias comunicativas, sendo muitos desses erros desenvolvimentistas, desaparecendo, se o indivíduo receber um input suficiente e apropriado.
      Em tese, há uma grande diferença entre a teoria e a prática, mas no caso da aquisição de uma L2, elas são até similares, pois a teoria tenta traçar um roteiro dos erros e dos elementos que ocasionam tais erros, e a prática mostra
que a solução para corrigi-los é eficiente e eficaz, quando o professor possui uma atitude crítica em relação a análise dessas “falhas” que refletem o nível de aprendizado dos indivíduos.

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

ANALYSIS THROUGH MARXIST CRITICISM.
By Eldam de Sousa Barros.
            No filme Titanic, de James Cameron, o romance entre a bela e rica Rose, representante da Aristocracia inglesa e o pobretão Jack, flui de forma linear, mas não sem alguns solavancos que tornam este amor tão cativante. De fato, o romance entre os dois seria impossível no meio aristocrático. Ele só realiza plenamente, porque os personagens encontram-se confinados num transatlântico em alto mar. Rose pertence à primeira classe e Jack à terceira classe. Eles representam mundos distantes entre si e o abismo que se interpõe entre eles reflete a imensidão do oceano atlântico.
             Embora rica, e talvez por isso, Rose mostra-se entediada, triste  e melancólica. Já Jack, que só consegue embarcar no transatlântico por conseguir ganhar as passagens num partida de pôquer, mostra-se alegre e espirituoso. Jack e Rose são, enfim, os pontos que unem dois mundos tão diferentes entre si. O amor que nasce entre eles, é a prova de que Deus existe, e também, que Ele tem ironia.
             Um aspecto bastante relevante é o próprio navio Titanic, considerado indestrutível, ele é o símbolo da nobreza e da aristocracia inglesa, mas que ao colidir com um iceberg, naufraga,  naquilo que se tornaria o maior naufrágio de um navio de passageiros da história. A tragédia é fruto da arrogância humana, onde a diferença de classes sociais é imposta como algo natural.
              O romance entre os personagens Jack e Rose se perde no tempo e na tragédia, mas permanece vivo no coração dela, nas lembranças e reminiscências que ela carrega em si, pois assim como a morte e a loucura, o amor também não faz estas distinções de classe social,  tão arraigadas na sociedade humana capitalista. 


A FEMINISM VIEW.
PRIDE E PREJUDICE (ORGULHO E PRECONCEITO) de Jane Austen.
By Eldam de Sousa Barros.
          Orgulho e Preconceito representa de forma divertida e sarcástica, a sociedade inglesa do início do século XIX. A autora aborda, de forma incisiva, direta e sem disfarces, os costumes, a condição feminina, os preconceitos, o casamento e principalmente, o amor. O livro é considerado uma das primeiras comédias românticas da literatura mundial e uma obra-prima universal.
          Dentre as muitas personagens que desfilam pelas páginas do livro, A bela Elizabeth, com sua vivacidade, charme e sarcasmo, e famosa por sua língua ferina, é de todas,  a mais fascinante e cativante. Lizzy reflete a condição da mulher numa sociedade patriarcal. O casamento é a única alternativa para a felicidade. Mas ela mostra-se reticente e refratária ao seu destino. Sua voz ecoa o feminismo e cala fundo nos corações masculinos que a cercam.

          Elizabeth Bennet é, portanto, detentora de uma personalidade que traduz uma visão do mundo inovadora da mulher, que busca se afirmar na sua condição de mulher e se revolta contra os ditames de uma sociedade que considera a mulher como um mero objeto. Lizzy pertence à primeira onda feminista, na qual as mulheres buscavam a igualdade entre os sexos e faziam oposição a casamentos arranjados, dentre outras reivindicações.

segunda-feira, 15 de julho de 2013

FRANKESTEIN DE MARY SHELLEY.
          
          Escrito no século XVIII, pela então adolescente Mary Shelley, Frankestein é um dos grandes representantes da novela gótica, muito popular naquela época. Nela, o cientista, Victor Frankestein, junta partes de cadáveres, para criar e dar vida a uma criatura. Seria ele louco? Talvez... Mas sua personalidade complexa representa a oposição entre os avanços da ciência e a religião, esta refratária de uma verdade absoluta.
          Victor personifica a maior de todas as aspirações do ser humano – tornar-se Deus. Alucinado na sua lucidez, obcecado na sua obsessão, este personagem já clássico se tornou o símbolo da falta de ética e do  bom-senso, requisitos fundamentais no campo da ciência. É natural que muitos leitores acreditem que Frankestein é o nome da criatura, mas como se sabe é o nome do cientista que a criou. A história é belíssima, com o prólogo e o epílogo passados no ártico.

      Talvez o que salte aos olhos, quando analisamos a personalidade de Victor Frankestein, seja o seu desejo irrefreável de frear a morte, como se fosse possível fugir da certeza de que todo ser vivo nasce, cresce, se reproduz e invariavelmente, morre. Essa negação de que a vida caminha para a morte, é própria do ser humano, que já nasce cheio de medos. A personagem é puramente humana, mas aquilo que almeja é impossível, pois foge ao entendimento humano.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013


Resenha Crítica
By Eldam de Sousa Barros.

Assis, Machado de, A Cartomante, in: Contos, L&PM editores, Porto Alegre, RS, 1ª. edição, maio de 1998.

RESUMO DA OBRA.
Um triângulo amoroso onde a soma dos quadrados dos catetos não é igual à soma do quadrado da hipotenusa, pois a ideia do adultério como crime e da morte como punição está inserida no corpo de história, quebrando as estruturas desse triângulo. Em suma, Camilo e Vilela representam os extremos dessa relação que convergem para um único ponto, que é a bela e sonsa Rita.
Amigos desde a mais tenra infância, os dois seguem caminhos diferentes no campo profissional. Vilela torna-se magistrado e Camilo, funcionário público. Vilela casa-se com Rita, mas a morte da mãe de Camilo, termina por reaproximá-los. Trazido ao convívio familiar do casal, o moço enamora-se de Rita e é correspondido. Esse amor idílico transcorre de forma tranquila, sem sobressaltos e sustos. Camilo e Rita eram como almas gêmeas. Liam os mesmos livros, iam juntos a teatros e passeios. Mas de uma hora para outra, ele passa a receber cartas que o acusam de adúltero e ameaçam fazer ruir esse castelo de cartas marcadas. Desconfiado e temeroso, decide diminuir suas visitas ao casal. Rita, porém, resolve consultar uma cartomante para saber se Camilo ainda a ama.
A partir deste ponto, a figura da cartomante passa a nortear os múltiplos caminhos que esta relação a três sugere, dentro do contexto que une ficção e realidade no ângulo onde aquilo que está sendo narrado e aquilo que é comum e corriqueiro no cotidiano do leitor se tocam. Pois, a mulher que diz prever o futuro, é na verdade uma embusteira, que vaticina diante de seus clientes, o que eles querem ouvir, num jogo de dissimulação e mentiras que se coadunam numa ideia falsa do caráter da mulher que se diz capaz de adivinhar o futuro.
Ao tomar conhecimento de que Rita consultara uma vidente para saber do amor que ele sentia por ela, Camilo a repreende e ri da sua credulidade. Rita usa de todos os argumentos que possui para convencê-lo do contrário, mas o amante se mostra irredutível em acreditar nas previsões da embusteira.
Vilela, o vértice indesejado deste triângulo amoroso não tem tempo para consultar cartomantes e embusteiros. Seu tempo é todo empenhado na dedicação ao trabalho. Mas de uma hora para  outra, seu comportamento muda, ele passa a ficar desconfiado e se mostra frio e distante em relação à sua mulher, e principalmente em relação ao amigo. Rita percebe essa mudança de comportamento e prevenida, adverte o amante.
Quando pois, Camilo recebe um mensageiro trazendo uma carta de Vilela, ele estremece. Ao ler a carta, suas previsões se confirmam. O amigo pede que ele compareça à sua casa sem demora, pois tem um assunto sério a tratar. O jovem moço se enche de medo e pavor. Teria o marido traído descoberto tudo, e o assunto a que se referia, não seria nada mais que um acerto de contas? Ele se pergunta e se perde em meio a um mar de dúvidas e conjeturas. Mas consegue controlar os nervos e de forma ponderada resolve ir ao encontro do seu destino. No caminho, seu espírito se inclina à ideia de consultar a mesma cartomante que Rita. A mulher se mostra perspicaz e consegue com a sua lábia, envolver o cliente. Camilo se rende diante da predição de que ele e sua Rita vão ser felizes para sempre.
Aliviado de suas preocupações e esvaziado de seus medos, Camilo segue alegre para encontrar o amigo. Ao   chegar à casa deVilela, bate à porta e espera. Ele sente-se leve e feliz. O próprio Vilela abre-lhe a porta, mas Camilo nota-lhe uma alteração no rosto. O amigo parece transtornado e mostra frieza ao convidá-lo para entrar. Camilo entra, e após o outro fazer-lhe sinal, seguem para uma saleta interior, onde  o que ele vê ao adentrar à sala o deixa paralisado. Sua bela Rita jaz ensanguentada sobre o canapé. Vilela o agarra pela gola e joga contra a parede. E com dois tiros o mata.

CONSIDERAÇÕES DO RESENHISTA.

O conto A Cartomante é um dos pontos altos da obra machadiana. Nele, narra-se de forma simples, clara e concisa, o desenrolar de um triângulo amoroso onde o desfecho trágico vem pontuar a pureza de estilo e o domínio da arte que espelham o trabalho de um mestre. Poder-se-ia afirmar, sem prejuízo à obra de um dos maiores escritores da língua portuguesa, que o Machado contista é quase melhor do que o Machado romancista. Autor de romances célebres como  Memórias Póstumas de Brás Cubas, Quincas Borbas e Dom Casmurro, que o elevaram ao patamar dos grandes mestres da literatura, Joaquim Maria Machado de Assis também escreveu peças de teatro e no início de sua produção literária foi poeta. Mas seus contos, assim como seus romances são mais representativos do seu ofício de ficcionista maior. Contos como A Causa Secreta, Esses Braços, Missa do Galo e A Cartomante, traduzem a essência da obra machadiana. Faz-se mister ressaltar, que Machado de Assis é quase uma unanimidade entre escritores, leitores e estudiosos da arte literária e muitos o consideram o maior escritor brasileiro de todos os tempos.
A glória que eleva, honra e consola, talvez seja a melhor tradução da trajetória da vida e da obra de Machado de Assis. Mulato e pobre, ele foi um “autodidata” que superou os maiores obstáculos e se tornou um exemplo a ser seguido. Exerceu várias profissões e sua obra de ficcionista se divide numa fase romântica e principalmente numa fase realista. Talvez seus romances reflitam melhor, à luz da produção literária, seu ofício de escritor, mas seus contos são considerados pequenas obras-primas da arte literária. Dentre seus contos, A Cartomante ocupa um lugar de destaque, pela temática e desenrolar da trama. A teia que envolve as relações de um triângulo amoroso e seus desdobramentos, já é por si só, apaixonante. Mas o desfecho, poder-se-ia defini-lo como a quintessência da obra machadiana.

ATIVIDADE 2 DE TEORIA DA LITERATURA

Por Eldam de Sousa Barros
     
     Os textos estudados possuem aspectos que objetivam a comunicação por meio da discussão de ideias, que servem de ligação entre texto e leitor. Dessa forma, o entendimento que se depreende do conteúdo é algo que se caracteriza por aquilo que se busca transmitir. O efeito causado pelas nuanças que compõem tanto a denotação quanto a conotação, encontram-se, inseridos no corpo de um e outro texto.
      Vale ressaltar, que embora o texto 1, um texto jornalístico onde a exposição de ideias se apoie em fatos concretos, não difere muito do texto 2, um poema. Pois em ambos, nota-se uma alternância entre a denotação, um sentido real e a conotação, um sentido figurado.
      Como exemplo de denotação pode-se enumerar frases, tais como: “O poeta é um fingidor”, “A dor que deveras sente”, “E os que leem o que escreve” “ São quase 300 milhões de reais pagos e empenhados”. Já a conotação pode ser representada por frases como: “ Esse comboio de cordas que se chama coração”, “Firmino chega e comenta que há ainda muitas informações para se pegar”. “Que chega a fingir que é dor”, etc.
       Nota-se  que tantos os aspectos denotativos, quanto os conotativos são fundamentais na composição de um texto. E que a ênfase que às vezes é dada a um ou outro sentido, tende a enriquecer aquilo que se pretende transmitir ao leitor. É como se o texto fosse uma pedra bruta, e com o auxílio da denotação e da conotação pudesse ser lapidado até se tornar uma joia rara.
      Por outro lado, o encadeamento de ideias exige que tanto um sentido como o outro deva ser utilizado da forma que a clareza, a concisão e o entendimento tácito não possam ser comprometidos, com prejuízo para o autor, aquele que busca transmitir algo ou alguma coisa, e que é portanto o emissor, e ao leitor, o alvo que um determinado texto busca atingir, sendo que este é o que chamamos de receptor. Ou seja, o sentido real e o sentido figurado são recursos literários fundamentais na transmissão de uma ideia ou grupo de ideias. 

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013


ATIVIDADE 1 DE TEORIA DA LITERATURA

Por Eldam de Sousa Barros.

      Via de regra, Teoria e Literatura são complementares entre si, mas na prática, uma não explica a outra. Isto porque, teorizar é em sua essência, propor questionamentos, buscar respostas. Enquanto que Literatura está além de definições e conceitos. Mas em contrapartida, embora seja apresentada como um objeto científico de variadas formas, e com um alto grau de complexidade, a Teoria Literária é algo dinâmica e bastante atual.
      No mundo moderno, aquilo que conhecemos por Teoria da Literatura possui uma dinâmica cuja primeira impressão que nos causa é forte, duradoura e vivaz. Mas a despeito da soma dos interesses múltiplos e dos diversos caminhos que atravessam a Teoria Literária, uma definição desta à luz do rigor científico, é algo impossível. Nela, a ausência de  pureza e a multiplicidade de meios espelham suas características sob dois espectros. O primeiro deles se apoia na força inclusiva, que  torna a Teoria da Literatura completamente racional, face  às muitas teorias existentes. Já o segundo, recai sobre o discurso impuro, às vezes ambíguo, às vezes harmônico, mas sempre despido de pressupostos que aludem à realidade.
      Deve-se ressaltar que a Teoria Literária, um vasto campo, pontuado por paradigmas e conceitos múltiplos, e às vezes infestado por crenças, valores e preconceitos implícitos, ainda suscita muito mais dúvidas que certezas. Pois ela se apoia sobre um pensamento crítico, que embora busque novos rumos e conceitos, não deixa de ser teórico, e portanto inconclusivo.
      Por último, a Teoria da Literatura busca esmiuçar, de forma objetiva e incisiva, os aspectos relevantes de uma obra, com foco no uso da palavra como ponto de partida que se estende a autor, chegando até o leitor, e dessa forma, culminando num processo amplo, rico e dinâmico, cuja metodologia reflete uma relação histórica entre o homem e o mundo que o cerca.

     

      

quinta-feira, 20 de setembro de 2012


Agricolândia – Ordem e Progresso?

Por Kátia Mendes Barradas Barros,
Aluna do 3º. Ano do Ensino Médio
         
         A pequena cidade de Agricolândia, localiza-se na microrregião do médio-parnaíba  piauiense e é acessada pela BR-316. Com população estimada em 5.080 habitantes, não possui indústrias, mas é servida pelos serviços dos correios, casa lotérica, Bradesco e um terminal do Banco do Brasil. Seus moradores vivem basicamente da lavoura, agropecuária e pequenos comércios. É uma cidade pacata, com povo alegre e hospitaleiro.
          Mas apesar desses aspectos positivos, nossa cidade encontra-se em estado de decadência. Daí recai sobre nós o seguinte questionamento: Será que nossos representantes estão conduzindo nossa cidade para o progresso?
          Na minha opinião, tal progresso ainda está aquém do desejado, pois os serviços públicos de um modo geral são ineficientes e ineficazes, tendo em vista que nossos governantes fazem uso inadequado das verbas públicas.
          Com base em enquete realizada por alunos do último ano do ensino médio da escola estadual João Ferry, 90% dos entrevistados mostram-se insatisfeitos com os rumos da administração do atual prefeito e também dos seus antecessores.
         Em contrapartida, 10% dos entrevistados afirmam que a administração atual está boa sim. Segundo estas pessoas, os pagamentos estão em dia, a Saúde está ótima e há atendimento odontológico todos os dias. Porém, sabe-se que o salário de boa parte dos funcionários do município está em atraso. Houve aumento considerável da criminalidade, como por exemplo, a tentativa de assalto à agência do Banco Bradesco de nossa cidade. Em relação à Saúde, constatou-se que devido à má distribuição, medicamentos estão indo  parar no lixo, por conta da perda do prazo de validade. Isto sem mencionar a coleta de lixo precária, que tem suscitado muitas reclamações por parte da população.
        Segundo o vereador Caldinei de Freitas Cardoso, popularmente conhecido como PC, ainda faltam recursos para nossa cidade, pois tal situação poderia mudar se houvesse uma melhor administração e um aumento nos recursos estaduais e federais para o município. E ainda a implantação de pequenas empresas, gerando uma oferta maior de empregos. Já com relação à segurança pública, o policial Emiliano destaca uma questão importante, que é a dos dependentes químicos, haja vista que as autoridades estão mais preocupadas com o lado da diversão do que com as pessoas em si.
          Do ponto de vista de ambos os entrevistados, percebe-se claramente como anda a administração do município, que tem se mostrado capenga e falha. Em contrapartida, o povo poderia ter uma maior participação na administração do município, cobrando e analisando a forma como nosso dinheiro está sendo usado.
         Concluindo, em detrimento do caos em que se encontra a administração da cidade, o que resta à população é buscar formas de melhorar nossa situação, escolhendo com mais atenção nossos representantes, cobrando serviços e comprometimento com o progresso do município. Dessa forma, poderemos um dia ter o orgulho de dizer que moramos em Agricolândia.


quinta-feira, 30 de agosto de 2012


Teoria na Prática

          No ensino de uma língua estrangeira (LE), no caso específico da língua inglesa (LI), a prática oral em sala de aula é algo necessário e essencial, mas em relação aos pressupostos teóricos, na prática, tal conceito torna-se pouco ou quase nada funcional. Vale destacar que a tal “funcionalidade” à qual me refiro, não é plena devido às nuanças que permeiam os aspectos culturais. Em outras palavras, a soma de alunos desmotivados e professores dependentes das práticas pedagógicas que em relação à língua inglesa são pouco incisivas, resulta  numa equação que não é satisfatória, pelo contrário, deixa muito a desejar, pois em tese, o objetivo básico, que é a fluência da língua-alvo, na prática está longe de ser alcançado.
          A partir das observações em sala de aula, chega-se à conclusão que o uso da oralidade é pouco usual, não por culpa da professora, que a despeito da falta de estrutura e das falhas inerentes aos suportes pedagógicos, se esforça em colocar em prática algo que na teoria deveria funcionar, mas no aspecto da realidade da sala de aula,  não acontece. Faz-se  mister  salientar, que a professora  recorre com frequência ao uso de audições e conversações na tentativa de incutir nos alunos a importância da oralidade na melhoria da capacidade da fluência e domínio da língua-alvo.
          No entanto, ainda há muitas falhas, como se fossem rachaduras e fissuras, no processo de ensino-aprendizagem, que poderiam, se não  corrigidas no todo, mas em parte, poderiam ser sanadas, com uso  maior de suportes pedagógicos e a utilização de ferramentas eficazes que possam alavancar o uso da oralidade em sala de aula, com alunos mais motivados e participativos no cenário escolar.
          É claro, que existe um abismo a ser transposto nesse processo, mas tal desafio poderia ser superado, se houvesse um maior comprometimento por parte de todos os envolvidos. É que a teoria, na prática, nem sempre funciona a contento, se no caso, professores e educadores, a escola, e alguns setores da sociedade não se empenharem na busca por soluções que possam contribuir para o ensino eficiente da língua inglesa, culminando na fluência ampla e irrestrita do idioma.

terça-feira, 31 de julho de 2012


ATIVIDADE 3 DE READING 1.


Atividade de Aprendizagem nº 03

1. Leia o seguinte texto utilizando a estratégia Skimming e escreva com suas palavras sobre o que o texto aborda.

The electric light was a failure.

Maggie Koerth-Baker
Invented by the British chemist Humphry Davy in the early 1800s, it spent nearly 80 years being passed from one initially hopeful researcher to another, like some not-quite-housebroken puppy. In 1879, Thomas Edison finally figured out how to make an incandescent light bulb that people would buy. But that didn’t mean the technology immediately became successful. It took another 40 years, into the 1920s, for electric utilities to become stable, profitable businesses. And even then, success happened only because the utilities created other reasons to consume electricity. They invented the electric toaster and the electric curling iron and found lots of uses for electric motors. They built Coney Island. They installed electric streetcar lines in any place large enough to call itself a town. All of this, these frivolous gadgets and pleasurable diversions, gave us the light bulb. We tend to rewrite the histories of technological innovation, making myths about a guy who had a great idea that changed the world. In reality, though, innovation isn’t the goal; it’s everything that gets you there. It’s bad financial decisions and blueprints for machines that weren’t built until decades later. It’s the important leaps forward that synthesize lots of ideas,
and it’s the belly-up failures that teach us what not to do. When we ignore how innovation actually works, we make it hard to see what’s happening right in front of us today. If you don’t know that the incandescent light was a failure before it was a success, it’s easy to write off some modern energy innovations — like solar panels — because they haven’t hit the big time fast enough.
Worse, the fairy-tale view of history implies that innovation has an end. It doesn’t. What we want and what we need keeps changing. The incandescent light was a 19th-century failure and a 20th- century success. Now it’s a failure again, edged out by new technologies, like  LEDs, that were, themselves, failures for many years. That’s what this issue is about: all the little failures, trivialities and notquite-solved mysteries that make the successes possible. This is what innovation looks like. It’s messy, and it’s awesome.

_O texto trata de inovação e suas implicações e bate na tecla de como criamos mitos sobre um cara que teve uma grande ideia que mudou o mundo. Só que a inovação em si, não é objetivo, e sim, tudo o que leva você até lá. A luz elétrica foi um fracasso inicialmente e só alcançou o sucesso mais de um século depois. A lâmpada elétrica foi um fracasso no século 19 e um sucesso no século 20. O inventor da lâmpada elétrica, Thomas Alva Edison, definiu bem o sentido da inovação ao falar sobre o conceito de genialidade. “Gênio é um por cento de inspiração e noventa e nove por cento de transpiração” ele teria dito. 

2. Leia novamente o texto e diga qual sua ideia principal.

_ A ideia principal trata de inovação  e fracasso e inovação e sucesso, na forma como uma grande ideia encontra resistência na sua fase inicial, mas com o tempo, acaba sendo bem sucedida.

3. Veja o texto a seguir. Observando o título do texto, o que você pode dizer sobre o que texto irá abordar? E quais pontos você acha que ele irá tratar?

The History of Pizza

One of the most popular foods around the world today is pizza. Pizza restaurants are popular everywhere from Beijing to Moscow to Rio, and even in the United States, the home of the hamburger, there are more pizza restaurants than hamburger places. This worldwide love for pizza is a fairly recent phenomenon. Before the 1950s, pizza was a purely Italian food, with a long history in southern Italy.
The origins of pizza are somewhat uncertain, though they may go back to the Greeks (pita bread) or even earlier. Under the Roman Empire, Italians often ate flat circles of bread, which they may have flavored with olive oil, cheese, and herbs.
By about the year 1000 A.D. in the area around Naples, this bread had a name: picea. This early kind of pizza lacked one of the main ingredients we associate with pizza: the tomato. In fact, tomatoes did not exist in Europe until the sixteenth century, when Spanish explorers brought them back from South America. The Spanish showed little interest in tomatoes, but southern Italians soon began to cultivate them and use them in cooking. At some point in the 1600s, Neapolitan tomatoes were added to pizza, as it was known by then.
The next development in pizza making came about, according to legend, in June 1889, when a Neapolitan pizza maker was asked to make pizza for the king and queen. To show his patriotism, he decided to make it green, white, and red, like the Italian flag, using basil leaves, mozzarella and tomato. He named his pizza "Margherita," after the queen, and that is what this classic kind of pizza is still called today. In Italy, pizza remained a specialty of Naples and other areas of the south until well into the twentieth century. Then, in the 1950s and 60s, when many southerners moved to the north to work in the new factories, pizzerias opened up in many northern Italian cities. By the 1980s, they could be found all over the country and pizza had become a part of the Italian way of life.
Today, pizza has become so common in so many countries that its Italian origins are often forgotten. Indeed, the global versions of pizza made with all kinds of ingredients have little in common with the Neapolitan original, as anyone knows who has tasted a pizza in Naples.
(Source: Wikipedia.com)

Supporting points (main ideas):
_O texto trata da história da Pizza, sua origem e a forma como ela se espalhou pelo mundo

Paragraph 2:
_ A origem da Pizza é incerta, sendo sua invenção atribuída aos gregos inicialmente, embora no Império Romano, existisse um preparado de massa com azeite de oliva, queijo e ervas.

Paragraph 3:
_ Por volta do ano 1000 d.C, em Nápoles ela recebeu o nome de “picea”, ou seja, Pizza, embora o tomate, um de seus ingredientes mais populares só tenha sido adicionado por volta de 1600 d.C.

Paragraph 4:
_ Em junho de 1889, um pizzaiolo napolitano, preparou um pizza com as cores da bandeira italiana, em homenagem ao Rei e à Rainha. Nas cores verde, branco e vermelho, surgia a pizza batizada de “Margherita”

Paragraph 5:
_ A partir dos anos 50 do século 20, as pizzarias se espalharam pela Itália e nos anos 80, a pizza era parte integrante do jeito italiano de ser.

Paragraph 6:
_ Nos tempos atuais a pizza está presente em todo o mundo, e a sua origem italiana é com frequência esquecida.






. Atividade de Aprendizagem nº 04

Leia os textos a seguir e responda as perguntas abaixo:


TEXTO 1:

World Hunger and Resources

The 4.8 pounds of grain fed to cattle to produce one pound of beef for human beings represents a colossal waste of resources in a world still teeming with people who suffer from profound hunger and malnutrition. According to the British group Vegfam, a 10-acre farm can support 60 people growing soybeans, 24 people growing wheat, 10 people growing corn and only two producing cattle. Britain—with 56 million people—could support a population of 250 million on an all-vegetable diet. Because 90 percent of U.S. and European meat eaters" grain consumption is indirect (first being fed to animals), westerners each consume 2,000 pounds of grain a year. Most grain in underdeveloped countries is consumed directly.
While it is true that many animals graze on land that would be unsuitable for cultivation, the demand for meat has taken millions of productive acres away from farm inventories. The cost of that is incalculable. As Diet For a Small Planet author Frances Moore Lappé writes, imagine sitting down to an eight-ounce steak. "Then imagine the room filled with 45 to 50 people with empty bowls in front of them. For the "feed cost" of your steak, each of their bowls could be filledwith a full cup of cooked cereal grains."
Harvard nutritionist Jean Mayer estimates that reducing meat production by just 10 percent in the U.S. would free enough grain to feed 60 million people. Authors Paul and Anne Ehrlich note that a pound of wheat can be grown with 60 pounds of water, whereas a pound of meat requires 2,500to 6,000 pounds.


TEXTO 2:

Telefonica and Vodafone to Combine Mobile Forces in Britain

BERLIN — Telefónica and Vodafone said Thursday they planned to combine their wireless phone grids in Britain and jointly build a new, superfast network to keep pace with the market leader, Everything Everywhere, a joint venture of T-Mobile and France Télécom. Combining the networks of O2 U.K., the No. 2 British operator owned by Telefónica, and Vodafone U.K., the No. 3, will enable the carriers to split the costs of building a national mobile broadband network next year using Long Term Evolution, or LTE, technology. The British government plans to sell broadcast spectrum for LTE service by the end of this year.
At a press conference in London, the Vodafone U.K. chief executive, Guy Laurence, and the Telefónica U.K. chief executive, Ronan Dunne, said the carriers would continue to operate competing services and would even bid against each other in Britain’s upcoming 4G spectrum auction.
But the combination will let both save on operating and equipment costs. One physical grid running independent networks will mean greater efficiency, fewer site builds, broader coverage and, crucially, investment in innovation and better competition for the customer,” Mr. Dunne said.
Europe’s mobile phone market has roughly 60 distinct network operators, according to the GSM Association, a London group representing the industry. That level of infrastructure is about three times the density in North America and Asia, and operators are increasingly collaborating on grids with rivals to reduce operating costs and future upgrades.
Vodafone and Telefónica plan to place their U.K. networks into a 50-50 venture, which will encompass a combined 18,500 cell tower masts, an increase of roughly 40 percent for each operator. Telefónica already shares its network with Vodafone in Spain and with T-Mobile in the Czech Republic. The U.K. venture expands on a previous equipment sharing partnership called Cornerstone between O2 and Vodafone begun in 2009.
(…)
Fonte: http://www.nytimes.com/2012/06/08/technology/telefonica-and-vodafone-tocombine-
mobile-forces-in-britain.html?ref=technology#h[BTaBTa]

1. Em qual dos textos você encontra dados sobre a fome no mundo? Como você achou essa informação?
_ No texto 1. A partir da afirmação de que pessoas ainda passam fome no mundo e sofrem de desnutrição, decorrente da falta de alimentos.

2. O que indicam os números no parágrafo 02 do texto 01? Que conclusão você tira da leitura desses números?
_ Indicam a área de campos que podem ser cultivados para tornar auto-suficiente um determinado grupo de pessoas.

3. Quem é o nutricionista de Harvard e o que ele pensa sobre a questão da
distribuição de alimentos? Onde você encontrou essa informação?
_ O nutricionista Jean Mayer, estima que uma redução de dez por cento na produção de carne nos Estados Unidos, pode estimular a produção de grãos suficiente para alimentar 60 milhões de pesssoas.
Esta informação consta do último parágrafo do texto 01.

4. Em que texto você encontra dados sobre a união de duas companhias
telefônicas na Inglaterra? O que levou você a perceber isso?
_ No texto 2. O próprio título do texto enfatiza que as duas companhias pretendem juntar forças para dominar o mercado de telefonia no Reino Unido.

ATIVIDADE 2 DE READING 1        
À medida que você passar para a segunda unidade de seu livro, eu quero que você leia a classificação dos tipos de leitura e faça o seguinte:
1.  Descreva cada um deles com suas próprias palavras, citando exemplos, quando possível.
2.   Responda a 'Atividade de Aprendizagem' no final da unidade. 
3.  Envie suas respostas em um documento do word.


NÍVEIS DE LEITURA.

LEITURA SENSORIALÉ aquele tipo de leitura meramente aleatória, onde os sentidos estão envolvidos,  mas de  forma distanciada. O leitor não se envolve com o texto lido, ele pode gostar ou não da leitura, mas em tese, não forma uma opinião crítica ou mesmo se pauta no emocional. Ele apenas digere a informação. Por exemplo: uma notícia de jornal relatando uma fuga de presos.

LEITURA EMOCIONALÉ um tipo mais pessoal, íntima e voltada para as expectativas do leitor. Ele, o leitor, mergulha de cabeça, envolve-se com aquilo que está lendo, se emociona... É um tipo de leitura que dialoga com o leitor, produz questionamentos, aponta soluções e faz que o mesmo interaja com o texto. Por exemplo: um texto biográfico, expondo a vida íntima de alguém.

LEITURA RACIONALÉ um tipo de leitura crítica, pautada na razão, que busca o equilíbrio entre o sensorial e o emocional, pois produz questionamentos, potencializa indagações e propõe soluções. Faz com que o leitor absorva e processe a informação, atribuindo-lhe um sentido ao mesmo tempo amplo, mas que por induzir à reflexão, também tem sentido restrito, no que diz respeito ao diálogo entre leitor e texto. Por exemplo: um artigo científico falando das pesquisas para a cura de uma doença. 














Atividade de Aprendizagem 02.
Observe os textos abaixo e classifique-os de acordo com o tipo de leitura a que ele  induz, justificando sua resposta:


TEXTO 1:     Follow Your Dream

Working life today is a changing. People are under more pressure than
in the past. Very few people have a “job for life”. More and more companies are reducing the number of workers they employ. That’s one reason why people change jobs more often. Another reason is that they are not satisfied.
They may want better pay, a bigger office, or a more important position.
When thinking about a new job, try to follow your dream. Don’t be afraid of making a big change. Listen to yourself and follow your own advice. Ask what kind of job you would really enjoy. Perhaps you want to start your own company and be your own boss. Go for it!

O texto acima apresenta um tipo de leitura emocional, pois busca incutir no leitor uma mudança de atitude. O texto provoca o leitor e tenta fazê-lo comprar uma nova ideologia, enfim, induz o leitor a dar uma guinada na sua vida profissional e como consequência dar uma sacudida na sua vida pessoal.



TEXTO 2:     Science in Sports
By Mike Harrier
Science is a very important part of sports today. In fact, science
controls almost everything in an athlete’s life. Scientists decide what
athletes should eat and when they should eat. They decide what
exercises athletes should do and for how long. Other scientists design
better shoes for athletes to wear, or better clothing and equipment. These
“sports scientists” are everywhere in modern sports. You can even study
sport science at University!
Modern science examines every part of an athlete’s performance.
Scientists use cameras and advanced equipment to collect lots of
information. They use this information to many ways. First, they make an
exercise program to match each athlete’s body. They show each athlete
the best way to use their energy. Second, scientists use the information to
help athletes improve their skill… and win.
Clearly, food is more important for athletes. The food they eat gives
them the energy they need to compete. Athletes have to eat special food.
Sport scientists decide exactly what food each athlete needs to help them
do their best at their particular sport.
More and more athletes are starting to use sports psychologists,
too. These sports scientists help the athletes train to be mentality fit. They
show athletes how to think like a winner. In many cases, thinking in a
positive way can be the difference between winning and losing. Sports
psychologists are now an important part of the large group of people that
help each athlete to do their very best.

O texto acima representa um tipo de leitura pautada na razão, ou seja, é rigorosamente racional. Ele apresenta ao leitor uma série de informações técnicas que tentam contrabalançar o sensorial e o emocional, fazendo com que o mesmo crie questionamentos, ao mesmo tempo em que, aponta soluções com embasamento científico. O texto faz  com que o leitor adquira conhecimento e o induz à reflexão.
.
TEXTO 3:    Death Row

“Being a closed off “, says twenty-six-year-old Rueben Montilla, “is
the worst thing. Being in a death row is like being inside a black bottle.
But, you learn to live with it, to search for some light.”
When Rito Guinda first went to death row, he thought about death
all the time. He couldn’t eat. He couldn’t sleep. “But, you change,” he
says. “You have to wait. On death row there is no other way. You learn to
accept it.”
These men are at the New Bilibid, a maximum – security prison in
the Philippines. Other convicts can walk around, play baseball in the
exercise yard, or go to church. They are free to kiss and hug their family.
They can chat with friends. However, prisoners on death row are
separate. They only see the guards. There are hundreds of men,
smoking cigarettes and waiting in line for water. “We all sit in our cells,”
says one prisoner, “and wait the long wait.”

O texto acima é basicamente um tipo de leitura sensorial, pois lista uma série de situações rotineiras que passam para o leitor um leque de informações acerca de um determinado assunto, onde ele, o leitor não se envolve inteiramente com o texto lido, que em tese, fala de algo que está longe da realidade do leitor. Ele relaciona fatos e busca apenas transmitir uma particularidade.